A Cidadania Americana e o oportunismo do brasileiro.
Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante à lei. É ter direitos civis. É também eleger e participar do destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem ter direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, à saúde, a uma aposentadoria. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais.
Na última semana durante a chega do Furação Irma nos Estados Unidos, quem acompanhou os noticiários, pode perceber a diferença entre um povo que exerce a cidadania e um povo que explora o próximo, um povo oportunista. Isto mesmo estou comparando a cidadania do povo estadunidense com o povo brasileiro.
Antes mesmo da chegada do furacão o Governo da Florida assumiu a responsabilidade de solicitar a evacuação das cidades que de retirar aqueles que não conseguissem sair das cidades que seriam atingidas. Mais de 650 mil pessoas conseguiram sair horas antes da chegada do Furacão Irma. Após o anúncio da passagem do furacão pela Flórida, a população correu para os supermercados para comprar suprimentos, água, remédios e outros recursos que julgaram ser necessários. Diferentemente, do que acontece no Brasil, vários estabelecimentos comerciais abaixaram o preço do produtos. Alguns fizeram a DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA e outros recursos. Um ajudando o outro. A sociedade exercendo e garantido a cidadania do próximo.
Enquanto isso no Brasil...
Comerciantes aproveitam tragédia em Xerém (RJ) para aumentar preços;
polícia faz ação para reprimir crime
Após
tragédia, Netshoes aumenta preço da camisa da Chapecoense e provoca polêmica.
Mariana: desastres viram chance de ganhar dinheiro sobre
o sofrimento
O problema do Brasil é cultural. Sem generalizar, sabemos que existem muitas pessoas que exercem muito bem sua cidadania. Pessoas que ajudam o próximo e que realmente se comovem diante das tragédias que ocorrem no país. Porém, a grande maioria, são de regiões diferentes de onde ocorreram as tragédias. Nessas regiões recolhem grande quantidades de doações e encaminham para as áreas atingidas. Já o comércio local, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos, praticam a lei da oportunidade e do oportunismo. Não perdem um segundo para explorar da situação que comove outras regiões. Exploram daqueles que foram atingidos, tentam ganhar dinheiro com a sede e a fome da população.
Talvez seja isso seja o reflexo do que acompanhamos nos noticiários policiais e políticos. Mas até quanto o Brasil vai manter essa cultura. Até quando vamos manter a fama de aproveitadores?
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